terça-feira, 4 de maio de 2010

Descrição Estendida

PROGRAMA de ESTUDOS, PESQUISA e DESENVOLVIMENTO EXPERIENCIAL e CONCEITUAL

ANTHROPO-THEOLOGIA


INTRODUÇÃO

Em um mundo contemporâneo no qual a noção de verdade em domínios do religioso é no mínimo assunto considerado espinhoso, e que neste sentido melhor é não discuti-lo.

Pode parecer assim estranho propor-se um tema como o de Anthropo-Theologia.

Todavia, o século XX foi marcado por grandes descobertas nos campos da Epistemologia, da Psicologia Transpessoal, da Antropologia, Ciências sociais, Lingüística, Teoria da Evolução, Ciência da computação, Termodinâmica, Cosmologia, Teoria da Auto-organização, Psicologia Analítica, Análise do Carácter, Crise mimética, e tantos outros temas tal que se pode dizer que atualmente podemos construir uma visão adequada da experiência pretérita e atual humana e adentrar o século XXI em busca de novas perspectivas a luz de todas essas descobertas e de novas descobertas que poderão advir.

A proposição do tema Anthropo-Theologia é feita sob diversos aspectos práticos:

(1) construção de uma reflexão partilhada e partilhável entre muitos para quem o tema tenha importância sob quaisquer aspectos que sejam,

(2) para outros, pode vir a ser uma formação humanística em que grandes questões que perseguem o Homem, desde seus primórdios, possam agora aparecer e serem reconhecidas em seus aspectos lógicos, dialéticos, paradoxais, ilógicos, consistentes e coerentes ou não, e não menos epistemologicamente justos ante as proposições clássicas e as novas proposições que são aqui expostas,

(3) esta proposta de curso ou de estudos pode ser também entendida, se formos bem sucedidos em negociá-la com uma Universidade, como uma proposta em três níveis possíveis (3a) uma proposta que, em parte, pode funcionar como um complemento de um curso de graduação (3b) pode de um modo mais amplo com 460 horas funcionar como uma especialização e (3c) em sua totalidade pode funcionar como um Mestrado.

Se admitirmos a proposta de especialização pode-se agregá-la a diversas ciências e conhecimentos tais como: Sociologia, História, Epistemologia, Teologia, Lógica, Ciência da computação voltada para sistemas de cognição, Psicologia, Educação, Antropologia, Psicologia transpessoal, Geociências, Física, Biologia etc. Ela abre portas para a Física e para a Cosmologia, então, em um âmbito que se pode denominar Kosmos-Theologia, que será um projeto vindouro.

Se for para um Mestrado pode-se indicar os mesmos setores de conhecimentos, mas deve-se salientar que um forte enfoque será dado às questões terapêuticas, com necessárias ampliações dos temas e especial enfoque para as técnicas psíquicas e psico-corporais advindas de S. Freud, W. Reich, J. Pierrakos e A. Lowen, entre outros, e as técnicas sistêmicas advindas de B. Hällinger. Tratar-se-á de uma formação que permitirá discutir de modo amplo as formas de organização humanas e princípios para uma sociedade politicamente mais justa e ecologicamente equilibrada com o planeta.

Em realidade trata-se de uma proposta nuclear da maior importância, com fundamentação epistemológica baseada nos trabalhos seminais de Hermann Dooyeweerd (1958), em pesquisas de Martins Jr. (2000) e na ampla obra de Ken Wilber.

Essa proposta é nuclear em todos os sentidos porque ela tem enfoques fortemente antropológicos e outros enfoques que permitem tratar com a ordem do cosmos, e assim trazer-nos mais próximo dos processos de auto-organização humana e dos princípios que as sociedades podem usar para serem justas e equitativas entre os homens e entre esses e a Natureza da qual fazemos parte.

Não é de espantar que a proposta tenha um forte acento na Teologia. Hermann Doyeweerd, notável filósofo holandês de linha da Tradição Calvinista, demonstrou ao modo epistemológico os fortes apelos religiosos que desde a transição da Grécia dionisíaca à Grécia apolínea ocorreu naquela civilização como uma “dialética religiosa” [assim caracterizada por Dooyeweerd]. Desse povo e civilização passou à civilização Ocidental judaico-cristã, no contexto mesmo da própria história de evolução do pensamento cristão e da hermenêutica bíblica. Essas contradições da “dialética religiosa” são nucleares para os totalitarismos filosóficos, para o uso autoritário e espoliativo da Ciência e da Tecnologia e para o pensamento político e econômico, que vem em processo de lançar o planeta Terra em uma crise gigantesca e já quase sem retorno, irreversível.

Cabe dizer que nessa proposta fundamentam-se as idéias, as pesquisas, o desenvolvimento conceitual em muitas ciências e neste sentido evita-se trabalhar a partir de dogmas ou de crenças, mas busca-se construir o conhecimento a partir do conhecimento científico como também das Tradições que terão sido passadas pelo escrutínio de diversas ciências e da Epistemologia, bem como em especial da Psicologia transpessoal.

Não se adota nenhuma conduta, muitas vezes comum em meio a sociedade de cientistas de “crer na Ciência”, fato verificável tantas vezes em se tratando de questões que não sejam passíveis de se tratadas de modo empírico.

Trata-se, nesta proposta de elaborar o conhecimento científico como um conjunto de hipóteses, de descobertas, de teorias sempre atualizáveis, de explicações aplicáveis, mas não ontologicamente fechadas, enfim de um processo dinâmico de conhecer, o mais bem fundamentado possível, mas incompleto. Neste sentido deve-se deixar claro que o Projeto da Ciência não foi previsto para dar explicações ontológicas sobre o mundo, mas para operacionalizar o conhecer como um modo de dominar a Natureza.

Essa proposta de Anthropo-Theologia é inovadora a começar que não se propõe a necessidade da Teologia para compreender o Homem, justamente o contrário, precisa-se compreender o Homem para compreender a Teologia, bem como as experiências da “consciência humana” em estágios de manifestação transcendente ao estágio do ego solar comandado pela “razão solar”.

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